terça-feira, 3 de novembro de 2015

Desabafo da madruga

Eis que me encontro pensativo na madrugada, refletindo sobre a minha vida e tudo que ocorre ao meu redor.
E vejo aqui no Amigo Leitor um muro das lamentações. Para que pessoas com pensamentos parecidos se identifiquem. Sigam-me os bons! 

Não sei, sabe. Eu tenho constantemente uma sensação de vazio existencial comigo mesmo. É estranho e inexplicável. Me vejo numa lama em um ano que passará em branco na minha vida. Sem proatividades relevantes, meu 2015 está sendo decepcionante. Sem minha mãe ao meu lado para me dar forças e broncas e fazer eu acordar para viver. Sem meu maior alicerce. Ôh, mãe. 
Sem emprego. Sem faculdade. Sem perspectivas. Sem alguém que te incentive de fato a prosseguir quando seu desejo é... simplesmente... não existir. 

Sim, uma depressão. Por que não? 
Ou uma mera solidão momentânea que de mera não tem nada. Toda solidão é sentida e muito bem sentida. Uma ausência não só de amigos, mas de si mesmo, o que é cruel, desolador. Um sentimento de inutilidade que predomina e te leva um patamar de desânimo incompatível com a realidade de um jovem de 19 anos, na flor da idade, e que tem tudo para ser o que quiser, fazer o que quiser. Mas se vê dominado por uma falta de ânimo arrepiante. Não só isso. Mas o viver. O viver é perdido. E este prazer, que é viver, não existe mais. 

Não, não falo de suicídio. Não faz parte de meus pensamentos. Porque o suicídio interior já existe. É uma morte em vida - esta muito pior do que a física. É a tal da ausência de si mesmo aqui citada. Da incapacidade de se fazer útil de alguma forma. Da incapacidade de se sentir completo com pessoas que você considera. É este Brasil! É este o suicídio que existe em muitos, e muito provavelmente, em mim também. 

Não adianta amigos, não adianta nada se você não consegue achar graça de você mesmo. Um zumbi ambulante movido por órgãos vitais. Chega. 

Ah, a vida... esta incógnita! Esta incompreensibilidade eterna que não dá a mínima pra você. 

Não, o mundo não é ruim se visto pelo lado bom onde se agrega de muito. 

A morte só deve se fazer presente na hora certa. Não em vida! Há muitos mortos perambulando por aí em uma consciência morta e desanimada que corrói a vida de uma forma surreal. Xô! 

A vida... ah, a vida! Esta incógnita! 
Não pode e nem deve ser compreendida. No máximo discutida. E ah, o mais importante: deve ser vivida. 

Fingir que vivemos... não nos torna vivos...

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